22/08/2007
A primeira vez a gente nunca esquece
Londres, 12/8/07. Entro na Topshop, a mais famosa rede de moda fast fashion do planeta, rival da sueca H&M. Da porta, vejo uma incrível seção de acessórios – bolsas de verniz, pulseiras de metal, colares de tudo que é jeito, lindos e aos montes. Respiro fundo, devolvo três bolsas e dois cintos que, sem perceber, já tinha pego, e saio à procura das roupas, curiosíssima para encontrar a razão da fama internacional dessa loja. De repente, o mundo maravilhoso das roupas-lindas-baratas-e-com-qualidade-mais-ou-menos (mas quem liga? Vou usar só nessa estação...) se abre à minha frente. A cada passo, uma surpresa, a cada arara examinada, mais artigos bacanérrimos, capazes de me fazerem pensar como eu fui capaz de viver sem eles até hoje. Mas não, não vou ceder à tentação. Afinal, meu armário está explodindo, minha conta bancária continua na UTI, e vim aqui só para fazer pesquisa de moda. Respiro fundo. Me sinto como Alice no País das Maravilhas, inebriada no meio desse jardim das delícias. Não sei nem por onde começar. Viro à direita, calças – olha aquela de cintura alta! Para a esquerda, vestidos (os anos 60 continuam com tudo). Em frente, a coleção desenhada pela Kate Moss, clientona da marca. Ando em círculos, pegando cabides, apalpando tecidos, checando preços, me perco, me encontro, me perco de novo – a loja é imensa! Por falar nisso, onde deixei meu namorido? Flerto com uma blusa de manga bufante, com um vestido trapézio floridinho, com uma malha de manga morcego que procurava há séculos. Começo a ficar ofegante, empilhando zilhões de cabides nos braços. Um segurança me olha feio. Ops, é melhor eu arranjar um canto p/ começar a editar, quer dizer, escolher essa compra. Desço a escada rolante, tropeço em uma camiseta que deixo cair, olha o Christian ali me procurando! Minha cara-metade me encontra e diz: “calma, respira.” Percebo que estou até suada. Ou de emoção ou de carregar quilos de roupas que mal consigo segurar. Minha feição devia ser o perfeito retrato do que eu estava sentindo: o prazer incalculável de passear em uma loja gigantesca onde tudo é bacana e está na última moda, com preços baixíssimos (para as inglesas, que ganham em pounds, deixo claro). Tento explicar para o Chris as produções que já bolei, falando sem parar, ainda agarrada àquele excesso de bagagem. Com a mão quente no meu ombro, ele interrompe a verborragia e, em poucas palavras, me devolve a razão. “Gata, você não está trabalhando. Vamos escolher duas peças prá você levar, depois vamos embora?” Ele vira o editor da minha matéria imaginária que já tinha até título (“O Paraíso existe”) e juntos, escolhemos três roupas, que eu pretendo estrear amanhã aqui na redação. E foi assim, a minha primeira – e inesquecível - visita à Topshop.

Rosana Sperandeo

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 23/08/2007
Sem desculpa
Quem costumava usar as dores de cabeça como justificativa para fugir do marido à noite vai ter que pensar em uma nova desculpa. Pesquisadores americanos revelaram que sexo na verdade pode ser um ótimo remédio para o mal-estar. Isso porque o orgasmo libera altas doses de serotonina no corpo, que trazem a sensação de satisfação e neutralizam os efeitos da dor. Confira a reportagem completa em inglês aqui.

Agora, melhor do que buscar uma nova desculpa é tomar coragem e ter um momento de DR (discutir a relação, para quem não conhece a sigla). Uma boa conversa pode melhorar o clima entre quatro paredes. Palavra de quem escreve sobre sexo há dois anos. Vale a pena tentar!

Kariny Grativol
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 24/08/2007
Na Praia, de Ian McEwan
A primeira vez que ouvi falar do novo livro do festejado autor inglês Ian McEwan foi assim meio por acaso. Naqueles momentos de puro ócio na Internet, uma matéria do caderno Ilustrada, da Folha Online, chamou minha atenção. Nela, On Chesil Beach, traduzido em português apenas como Na Praia, aparece entre os favoritos ao Book Prize (o grande prêmio da literatura inglesa). Na hora pensei: “quero ler esse livro”, mas deixei para depois. No mesmo dia, fui conhecer o blog do Zeca Camargo - coincidência ou não, lá havia um post sobre o livro que me tocou de uma maneira que não sei explicar. Ele falava muito em tristeza, uma tristeza profunda que me deu vontade de sentir. Meio maluco, né? Aí, pensei: “eu preciso ler esse livro”. E li. A história de amor dos jovens Edward e Florence acontece na Inglaterra do fim dos anos 50, em um contexto social cheio de limitações, sobretudo no que diz respeito ao sexo. Tudo se passa em um quarto de hotel, em que a lua-de-mel do casal torna-se um impasse - angustiante para eles e para nós, leitores. Em apenas 126 páginas (facilmente devoradas) a história chega ao fim e deixa uma sensação estranha. Fiquei meio pasma. Ainda encarando o último parágrafo, pensei nos caminhos escolhidos e suas conseqüências, em meu namorado que naquele exato momento estava dentro de um avião, e em Manuel Bandeira com toda sua vida que poderia ter sido e não foi. Pode ser triste, mas quanto de beleza também há na tristeza, não é?

Giovana Romani
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 25/08/2007
Do Brasil para para o mundo
Quem não se lembra da Vuarnet France? A grife de óculos e roupas esportivas que fez enorme sucesso nos anos 80 prepara-se para voltar aos seus tempos de glória. E, pasmem, vai usar o Brasil como laboratório da nova empreitada! A inauguração de uma loja no badalado shopping carioca Fashion Mall marcou o começo de um plano ambicioso de reposicionamento da grife. Agora, Alain e Veronique Vuarnet, donos da marca, empenham-se no lançamento de uma linha de bijuterias chamada Vuarnet Femme. Todas as peças da coleção, feitas com pedras, sementes e materiais brasileiros, serão exportadas para os pontos de venda da marca no mundo inteiro. Um segredo: foi Veronique quem criou todas essas bijoux, depois de se apaixonar pelo Brasil.

Rosana Sperandeo

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 26/08/2007
Livros no seu I-Pod
Assim como já é hábito carregar músicas no seu tocador de MP3, dá para ouvir livros em suas andanças por aí. É uma idéia que a recém-inaugurada Universidade Falada espera que pegue. Essa não é a primeira editora brasileira de livros em áudio - já há outras, como a Áudio Livro e a Voolume.com.br. Mas é uma alternativa bem mais em conta. O site tem uma porção de cursos à venda, alguns por pouco mais de R$ 2. O dinheiro, além de manter o serviço, será parcialmente doado a entidades filantrópicas, como a Fundação Dorina Nowill, que já trabalha com o formato para deficientes visuais. A partir de 15 de setembro, o portal terá também áudio-livros, em vários gêneros.

Uma iniciativa semelhante, mas gratuita (pois publica somente obras de domínio público), já está no ar há alguns anos e aceita trabalho voluntário (já pensou em narrar um livro?!). É a Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa, que tem uma coleção valiosa de livros falados, com Os Lusíadas, Dom Casmurro, entre outros clássicos. Vale a pena conhecer.

Quem souber de outros sites semelhantes, deixe a dica!

Maira Termero

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 27/08/2007
Atendendo a pedidos
Como ela prometeu no post do dia 22, a Rosana tem usado aqui na redação todas as peças que ela comprou na TopShop. Hoje achamos esse vestidinho tão fofo que decidimos colocar aqui no blog para compartilhar com vocês.



Kariny Grativol

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 28/08/2007
Tuca sonolenta Primeira foto decente que consegui fazer da minha cachorra
Nova cor Esse autoretrato é minha nova imagem no Orkut
Geometria Uma brincadeira geométrica no meu quarto
Caí do caminhão de mudança Minha Petty fazendo carinha de triste

Meu brinquedo novo
Sempre adorei fotografia. De fazer as mais amadoras em uma festa em família até ficar sentada horas esperando o pôr-do-sol que vai proporcionar a luz certa para a foto que imaginei. Até no campo teórico eu gosto de me aventurar. Meu projeto de mestrado é exatamente sobre a vida e obra de um fotógrafo, Theodor Priesing, um alemão que viveu no Brasil por volta das décadas de 30 e 40.

Não preciso dizer que por isso vivia cobiçando uma câmera digital nova. Eu tinha uma Sony bem basiquinha de 4 mp, que comprei num momento que estava um pouco dura. Ela é ótima para os amadores, mas deixa a desejar quando eu estava a fim de umas aventuras criativas. Acabava sempre sacando a minha antiga Canon EOS 300, e gastava rolos de filme com passarinhos que ninguém era capaz de ver, ou composições geométricas que levavam a lugar nenhum. Mas sexta passada foi a data de aposentadoria oficial dos filmes e das revelações.

Comprei uma Canon S5is. Aliás, pedi para uma amiga trazê-la do Canadá, já que por aqui os impostos tornam o preço dela abusivo (mais de 50% do preço final são impostos). Passei a madrugada de sexta inteira lendo o manual, sábado a mesma coisa. Para falar a verdade quase não dormi tentando descobrir tudo que ela podia oferecer, porque, além de ser semiprofissional e ter todos os recursos manuais, ela possui uma infinidade de funções digitais que valem a pena conhecer e testar. Quem quiser saber os detalhes técnicos deixe um comentário que eu conto tudo. Já quem preferir só apreciar algumas das 150 fotos que fiz nesse fim de semana é melhor dar um pulinho num dos meus flickr’ers (sim eu tenho 3, prometo que agora eu faço uma assinatura Pro) clicando nas fotos aí do lado.

Kariny Grativol
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 29/08/2007
Sexo ou chocolate?
É difícil de acreditar: uma pesquisa britânica descobriu que mais de metade das mulheres viveria sem sexo, mas não sem chocolate. A justificativa? Com o chocolate o prazer é garantido.

Esse tipo de comparação é tão comum que no Rio de Janeiro o sexólogo Amaury Mendes Junior passou a usar a maneira da mulher comer chocolate como um indicativo de como vai a vida a dois na cama. São classificações no mínimo engraçadas: gulosa, devoradora, seletiva. Para ver a lista completa e suas características vale a pena acessar a reportagem do Globo. Já o G1 está fazendo sua própria enquete para saber qual seria a escolha das brasileiras.

Tudo bem, concordo que chocolate é uma delícia e nos períodos de seca até é um prazer bem-vindo. Mas substituir uma coisa pela outra já é demais. Afinal quantas mulheres já relataram orgasmos múltiplos depois de uma barra de chocolate? Não que isso aconteça sempre, mas eu pelo menos prefiro arriscar com o sexo do que ter aquele prazer garantido e comum de comer um chocolate. Opa, e temos que considerar mais um detalhe: chocolate engorda e sexo emagrece. Ficou ainda mais fácil fazer a opção.

Se você ainda assim tem dúvidas, mais saudável e seguro é seguir por um caminho alternativo. Comprar uma calda de chocolate bem gostosa e misturar as duas coisas no melhor estilo "9 e ½ Semanas de Amor". Eu recomendo.



Kariny Grativol

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 30/08/2007
A moda da Carol
A Carol, que já contribui para a revista em reportagens de estilo e seções, nesta semana fez sua primeira produção para um editorial de moda. Para isso, com orientação da editora Rosana Sperandéo, passou três dias batendo perna e vasculhando lojas em busca das peças mais bacanas para o ensaio. Ansiosa, ela contou ter ficado acordada até as três da manhã só pensando nas melhores combinações de roupas e acessórios. Para ter certeza que o trabalho estava bom, provou look por look diante do espelho. O resultado, superaprovado pela equipe, será fotografado amanhã e deve sair na edição de outubro. Aguardem!

Mariana Weber
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 31/08/2007
Como um Gmail chega até você
Isso é que é propaganda colaborativa. Em julho, o pessoal do Google criou um vídeo inicial mostrando como um e-mail (no caso, o envelope que faz o M no logo do Gmail) corre o mundo até chegar ao seu computador. A partir dele, pessoas do mundo inteiro fizeram "pedaços" desse trajeto, que virou uma grande viagem do tal envelope (veja aqui ). A montagem é incrível e as idéias, supercriativas. Confira aqui os 1.171 clips que eles receberam para fazer a versão final.



Maira Termero
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 01/09/2007
Superponto G

Hoje soube de uma cirurgia que me deixou de cabelos em pé: a amplificação do ponto G por laser.

Para começar, ninguém nem tem bem certeza de que o ponto G exista ou funcione. Eu mesma nunca me preocupei em localizá-lo e diria que minha vida sexual nunca deixou a desejar por causa disso. Mas acredite: há quem faça esse esforço pelo prazer.

O Dr. Christopher Warner, fundador do Laser Vaginal Rejuvenation Institute of Washington D.C. (Instituto de Rejuvenescimento Vaginal de Washington), anunciou na semana passada esse novo procedimento conhecido agora como G-Shot. Segundo o médico é seguro, livre de medicação, rápido, indolor e leva menos de 30 minutos no próprio consultório. No estudo piloto apresentado no jornal Washington City Paper apenas 7% das mulheres relataram uma melhora significativa depois do laser.

Tenho minhas dúvidas se vale a pena. Você faria?

Kariny Grativol
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 03/09/2007
Homens de verdade como manequins
Deu no Blue Bus. A rede francesa de roupas masculinas Celio espalhou homens - de todos os tipos físicos - em suas lojas usando apenas cuecas vermelhas para servirem de modelo. Você escolhe um com o tipo do presenteado e ele experimenta as roupas, com a maior boa vontade e bom humor. Confira no vídeo!


Maira Termero
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